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O compositor cego e o coreógrafo surdo

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Localização

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Évora

Antigos Celeiros da EPAC Rua Eborim, 16

7000-658 Évora

Portugal

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A taxa da Eventbrite não é reembolsável.

Descrição do evento
"O compositor cego e o coreógrafo surdo" Processos criativos no trabalho colaborativo entre coreógrafo(a)-bailarino(a)-performer compositor

Acerca deste evento

SINOPSE

O corpo é o espírito e o objecto, e mais ainda, é o eixo do espaço sonoro” Cândido Lima

Um workshop intensivo sobre dinâmicas e conceitos aplicados no processo de composição sonora para dança com um enfoque especial, no trabalho colaborativo que ocorre entre o coreógrafo(a)-bailarino(a)-performer e o compositor(a)-músico(a)-intérprete durante a criação de uma obra.

É uma formação essencialmente prática, realizada por dois profissionais das artes performativas, um músico/compositor sonoro e uma bailarina/coreógrafa, que irão abordar temas chave que compõem esta relação a partir de uma metodologia prática e reflexiva, que tanto contextualizará os antecedentes históricos que suportam as práticas artísticas da actualidade, como desafiará cada participante no processo de descoberta do seu potencial criativo. Da escuta profunda em presença, aos processos empáticos intersubjectivos, visualizaremos a construção das primeiras células do movimento e todo o processo de desenho das linhas sonoras que estruturam as ligações frásicas de uma coreografia, até, ao esculpir das dinâmicas que moldam a musicalidade e gestualidade de cada obra.

A partir da exploração de relações de trabalho que ocorreram entre coreógrafos e compositores, como os exemplos de Martha Graham e Aaron Copland, John Cage e Merce Cunninghan, Steve Reich e Anne Teresa De Keersmaeker, iremos abordar temas e analisar conceitos relativos a este espaço de intersecção que acontece entre o coreógrafo/bailarino, músico/compositor e obra em processo, tais como: intuição, interacção espontânea, improvisação temática, criação de atmosferas sonoras (drones e texturas), composição de movimento, técnicas extensivas de interpretação musical, movimento-impulso, psicologia do som e das emoções, escuta profunda, dinâmicas, ritmos, tempo, espaço, algoritmos, acasos, aleatoriedades, suspensão-contenção, pergunta-resposta, retracção-expansão, contrapontos, sons e silêncios entre outros processos inerentes à observação do movimento e escuta do corpo.

No final do workshop, haverá uma apresentação informal ao público, através da improvisação temática ou composição em tempo real de uma peça performativa realizada pelos participantes no sentido de integração dos conteúdos abordados.

Este workshop é ideal para quem mergulha na poética do corpo como um espaço sonoro e explora estes territórios nas suas práticas profissionais ou deseja aprofundar e conhecer mais sobre este universo interdisciplinar.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

1º MÓDULO

– Breve contextualização histórica desta relação colaborativa a partir da análise do trabalho de Martha Graham e Aaron Copland, John Cage e Merce Cunninghan, Steve Reich e Anne Teresa De Keersmaeker. Visualização de videos, audição de peças e a exposição de conceitos e dinâmicas de trabalho.

2º MÓDULO

– O Estar na Obra – A fenomenologia da relação intersubjectiva entre coreógrafo e compositor – empatia e escuta no processo artístico. Neste módulo iremos reflectir sobre os momentos iniciais de qualquer processo criativo e a necessidade entrosamento subjectivo a partir do desenvolvimento de exercícios que desafiem os participantes na criação de um tema em conjunto.

3º MÓDULO

– Métodos e Técnicas de criação/composição (Práticas artísticas e colaboração – aplicar, cruzar e seleccionar conhecimentos (a importância da colaboração artística). Neste módulo, iremos analisar e aprender a partir de exercício práticos, a desenvolver as ideias em estruturas e a reflectir sobre a semântica dos seus conteúdos na alteridade da obra.

4º MÓDULO

– Desenvolvimento de um projecto performativo para improvisação temática ou composição em tempo real.

OBJECTIVOS

Este workshop tem o intuito de ser uma formação artística complementar aos profissionais, tanto no aprofundamento de técnicas e metodologias de trabalho, como na descoberta das potencialidades criativas de cada um.

No entanto, temos como objectivos específicos, o desejo que;

– Cada participante adquira neste workshop ferramentas que o ajudem nas etapas iniciais de qualquer trabalho colaborativo que possam estar envolvidos dentro deste universo das artes de cruzamento disciplinar;

– Tomar consciência da seu mundo emocional e de como pode tirar partido desse material no processo de composição, bem como, do impacto, tanto no processo de fruição e na resolução de bloqueios;

– Que o mais importante não é só o conhecimento técnico que cada indivíduo possuí, mas também, o património expressivo que emerge durante as interacções e a capacidade de pensar fora da caixa “out of the box”;

– Saber transformar ideias, impulsos, impressões em formas artísticas estruturadas e saber compor uma performance de acordo com um quadro intersubjectivo dinâmico e narrativo;

– Sensibilizar os participantes para a importância da fenomenologia da criação, ou seja, o que queremos dizer, como o queremos fazer, a quem o queremos mostrar e onde o queremos fazer.

DESTINATÁRIOS

Bailarinos, performers, coreógrafos, músicos, compositores, artistas sonoros, actores, arquitectos, artistas visuais, escultores, realizadores, poetas e a todos os interessados em explorar estes horizontes das artes e de cruzamento disciplinar entre a música e a dança.

CADA PARTICIPANTE DEVE TRAZER

Para o caso dos músicos, ou artistas sonoros, o seu próprio equipamento.

A todos os restantes participantes, roupa confortável e um objeto, que pode ser um livro, uma imagem, um poema, algo encontrado ao acaso que seja significativo, qualquer coisa que represente algo da pessoa.

CUSTO

60€ por inscrição

Inscrições limitadas (min. 6 - máx. 11 participantes)

NOTA:

Caso o workshop seja cancelado, por não atingir o número mínimo de inscritos ou por questões de actualização de novas medidas de contingência à COVID-19, e o pagamento já tenha sido efectuado, procederemos à devolução do mesmo.

Formulário de Inscrição:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc_DWbGFoVU62l6QEGlrKMCDNprm0Zhi-_a_IlPxKTiiF6Wsg/viewform?gxids=7757&fbclid=IwAR11KsDJRAKIHjhpmlgHlgcvnNZoSbc8G51PVodoQ4e0EJghZh7eGBIZ0A4

FORMADORES

LUIS FERNANDES é um artista lusófono, de origem francesa, realizador, músico, artista sonoro e arte-terapeuta. Licenciado em Psicologia, com especialização em Arte-Terapia e master em Cinema Documental de Autor. Já foi nomeado como melhor realizador português na categoria de video dança pelo Festival Inshadow(2013), recebeu algumas menções honrosas, esteve em seleção oficial no Jecheon-Festival Internacional de Música & Filme na Coreia do Sul, recebeu o prémio de 2º melhor documentário Europeu pelo Festival Musiclip de Barcelona (2013), prémio de melhor edição/montagem no FigueiraArt Fim Fest (2016) e no geral, os seus filmes já correram os quatro cantos do mundo em mostras oficiais e festivais de cinema documental e video arte. Artista sonoro, improvisador, experimentalista e compositor em tempo real, já colaborou com diversos músicos e projectos, dos quais se realça; Lupanar, Bicho de 7 Cabeças, Cantos do Mar, Lisbon SoundPainting Orchestra, Odedomindinho, Velha Gaiteira, Uxucalhos (Baile Tradicional Europeu e Português) , o proj. Mistério da Vozes Vulgares, o Coletivo Improvável e o projecto de música Qawwali e Hindú do músico KM Mosatafa Anwar(Bangladesh). É músico activo na cena de música improvisada nacional, fundador do Orquestra de Música Visual – CACO, do projecto AU.RA (sound art project) e integra a Orquestra de Foles da Associação Nacional de Gaita de Foles. Colabora activamente em projectos Interdisciplinares, em especial com a dança contemporânea, destacando a Companhia de Dança Amalgama, o projecto “Compota (jam)” performance multidisciplinar interativa da coreógrafa Paula Pinto, a peça “Ruído Branco” de Clara Marchana, o projecto a solo de Maria Fonseca, intitulado “DEN.TRO”, com produção da Associação Cultural Útero, a peça “PRETA” do actor e bailarino Giovanni Lourenço, o projecto de storyteller de Margarida Botelho “POKA POKANI” e em sessões de contacto improvisação, destacando a intervenção no Asturias Contact Festival(2015) com o workshop-performance de improvisação em tempo real, em parceria com a balarina Irene Alvarez, intitulado “NADA”. Faz parte de direcção da Cooperativa Glocalmusic, onde se encontra de momento a realizar um filme documentário sobre Arte e Inclusão social e a desenvolver projeto inclusivos através das artes e está em fase de produção da sue novo filme documentário de autor sobre o universo da experimentação musical da sociedade portuguesa.

CLARA MARCHANA nasceu em Lisboa. É Licenciada em Dança pela Escola Superior de Dança de Lisboa e em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Concluiu o Curso Profissional de Artes Circenses na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espetáculo, Chapitô. Desde 2019 frequenta o Mestrado em Artes da Coreografia na Codarts University of Arts Rotterdam e a Fontys School of Fine Arts Tilburg. Como intérprete, tem trabalhado com diversos coreógrafos e encenadores, entre os quais se destacam Philippe Genty, Pedro Ramos, Amélia Bentes, Paula Pinto, Alexandra Battaglia, Madalena Vitorino, Miguel Moreira, Ko Murobushi, Christine Chu, Yuko Kawamoto, Claudio Hochman, Nuno Carinhas, Rogério de Carvalho, João Perry, Rui Mendes, José Wallenstein, Paulo Campos dos Reis e Mário Trigo. Como coreógrafa, criou o solo “Lost and Found” para o bailarino Tiago Correia, no âmbito do Concurso de Melhor Intérprete lançado pelo IPL, ganhando este o prémio de Menção Honrosa; o solo “Narrativa Interior”, estreado na Quinta da Regaleira, em Sintra, “Swan Lake” versão a solo, a partir da obra do coreógrafo Mats Ek, apresentado no Palácio de Monserrate, “Magner” apresentado no M.A.R. em Sines, “Ruído Branco” estreado no Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra. É fundadora e diretora artística da companhia Madrasta Dance e actualmente é Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian (Bolsas Gulbenkian em Artes Visuais e Performativas)

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