ADIADO| POSTPONED - Human Entities 2019: Benjamin H. Bratton

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[ENGLISH BELOW]

O CADA lamenta ter de informar que por motivos de força maior do orador, esta conferência teve que ser adiada. Pedimos desculpa pelo incómodo e esperamos anunciar nova data o mais brevemente possível. Agradecemos todo o interesse manifestado e esperamos poder contar com a sua presença no futuro.

It is with regret that CADA has to inform that for reasons of force majeure on the part of the speaker, this talk has had to be postponed. We apologise for this inconvenience and will announce a new date as soon as possible. Thank you for your interest and we look forward to your presence in the future.

Sofia Oliveira
CADA

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Human Entities 2019: a cultura na era da inteligência artificial
3ª edição
Quinta, 30 de maio 2019, 18.30 – 20.30 - Última conversa
Entrada livre


O Artificial: Planetário e Programação
Benjamin H. Bratton
Universidade da Califórnia, San Diego / Strelka Institute for Media, Architecture and Design, Moscovo

Esta conversa considera o modo como o realismo ecológico (incluindo o espectro do colapso) juntamente com a extensão da computação à escala planetária alteram a forma como concebemos “o artificial”.

Em causa está se devemos abraçar "o artificial" como a base de uma epistemologia técnica mais viável, materialismo prático e economia planetária e, se sim, como? Para tal, é útil pensar em termos de totalidades, sobretudo porque estas permitem a identificação em simultâneo, e para além de qualquer perspectiva situada, da agência, subjectividade, causalidade e efeito distribuídas.

Que “artificial”? É claro que não existe “natureza”. A própria ideia de que existe um absoluto fora da cultura está desacreditada, embora persista e, no entanto, o inverso é ainda mais difícil de engolir. Se não existe natureza, então também não existe cultura. Há química, abstração e mudança de fase, padrão e depois colapso, para além de outras coisas.

Que “planetário”? Apesar da integridade da nossa integração mútua, o planetário não pode ser imaginado em oposição à pluralidade, sobretudo quando este último termo está sobre-associado ao local, ao vernacular e a experiências únicas dos passados históricos.

Isto é, mesmo que olhemos para trás, para histórias dissemelhantes que também configuram as nossas relações atuais, iremos ainda assim habitar futuros conjuntos.

Esse vínculo inclui uma futuridade “universal”, pelo menos de um certo tipo. Não é, no entanto, formulado por idiomas locais nem por uma colagem de pontos de vista de tradições e perspetivas reificadas, mas antes pela difícil coordenação de um interior planetário comum.

Ou seja, não é que a computação à escala planetária tenha trazido o desaparecimento do exterior; ajudou a relevar – de novo – que, para começar, nunca houve nenhum exterior.

Benjamin H. Bratton
Universidade da Califórnia, San Diego / Strelka Institute for Media, Architecture and Design, Moscovo

O trabalho de Bratton abrange Filosofia, Arte, Design e Ciência Computacional. É professor de Artes Visuais e director do Centro para Design e Geopolítica, Universidade da Califórnia. Diretor do programa em Media, Arquitectura e Design do Instituto Strelka em Moscovo, professor de Digital Design na European Graduate School e Visiting Professor na SCIArc, California Institute of Architecture.

No seu livro The Stack (MIT Press, 2015), Bratton desenha uma nova teoria para a era da computação global e governância algorítmica. Nesta propõe que os diferentes géneros de computação à escala planetária - smart grids, plataformas de clouds, aplicações móveis, cidades inteligentes, a Internet das Coisas, automação - podem ser entendidas não como espécies distintas a evoluir sozinhas, mas formando um todo coerente: uma megaestrutura acidental que é ao mesmo tempo infraestrutura computacional e uma nova arquitectura de governância. O livro traça um expansivo e interdisciplinar briefing de design para The Stack-to-Come.

Links:
http://bratton.info
http://thestack.org
https://twitter.com/bratton

A conversa será seguida de uma sessão de Q&A.

Este evento está integrado no programa:
Human Entities 2019: a cultura na era da inteligência artificial
3ª edição
Ciclo de conversas março – maio 2019
Ver programa completo aqui

Organização CADA em parceria com a Trienal de Arquitectura de Lisboa

ENGLISH
Human Entities 2019: culture in the age of artificial intelligence
3rd edition
Thur 30 May 2019, 18.30 – 20.30 - Last talk
Free entry

The Artificial: Planetary and Programming
Benjamin H. Bratton
Universidade da Califórnia, San Diego / Strelka Institute for Media, Architecture and Design, Moscovo

This talk will consider how ecological realism (including the specter of collapse) and the scope of planetary-scale computation together alter how we conceive of “the artificial.”

At stake is whether we should embrace “the artificial” as the basis of a more viable technical epistemology, practical materialism and planetary economics, and if so, how so? For this, it is useful to think in terms of totalities not least because they invite the tracing of distributed agency, subjectivity, causality and effect, all at once and beyond any one situated perspective.

Which “artificial?” There is no “nature” of course. The very idea of an absolute outside of culture is discredited but persistent, yet the inverse is even harder to swallow. If there is no nature, there is also no culture. There is chemistry, abstraction and phase change, pattern and then collapse, and other things besides

What “planetarity?” Despite the integrity of our mutual integration, planetarity cannot be imagined in opposition to plurality, especially as the latter term is now over-associated with the local, the vernacular, and with unique experiences of historical pasts.

That is, even as we look back on dissimilar histories that also set our current relations, we will nevertheless inhabit conjoined futures. That binding includes a “universal” futurity, at least of a kind. It is, however, not one formulated by local idioms nor by a viewpoint collage of reified traditions and perspectives, but rather by the difficult coordination of a common planetary interior.

That is, it is not that planetary-scale computation brought the disappearance of the outside; it helped reveal —again—that there never was an outside to begin with.

Benjamin H. Bratton
University of California, San Diego / Strelka Institute for Media, Architecture and Design, Moscow

Benjamin H. Bratton's work spans Philosophy, Art, Design and Computer Science. He is Professor of Visual Arts and Director of the Center for Design and Geopolitics at the University of California, San Diego. He is Program Director of The New Normal programme at Strelka Institute of Media, Architecture and Design in Moscow. He is also a Professor of Digital Design at The European Graduate School and Visiting Faculty at SCI_Arc (The Southern California Institute of Architecture).

In The Stack: On Software and Sovereignty (MIT Press, 2016. 503 pages) Bratton outlines a new geopolitical theory for the age of global computation and algorithmic governance. He proposes that different genres of planetary scale computation --Earth layer, Cloud layer, City layer, Address layer, Interface layer, User layer-- can be seen not as so many species evolving on their own, but as forming a coherent whole: an accidental megastructure that is both a computational infrastructure and a new governing architecture. The book plots an expansive interdisciplinary design brief for The Stack-to-Come.

Links:
http://bratton.info/
http://thestack.org/
https://twitter.com/bratton

The talk will be followed by a Q&A session.

This event is part of
Human Entities 2019: culture in the age of artificial intelligence
3rd edition
Public talks March – May 2019

Read more about the programme here.

Organised by CADA in partnership with the Lisbon Architecture Triennale
Financiamento/Funded by: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes
Apoio/Support: Câmara Municipal de Lisboa, ISCTE-IUL e NOVA LINCS
Graphic design: Marco Balesteros (LETRA)

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Trienal de Arquitectura de Lisboa

142-145 Campo de Santa Clara

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