Amandine Beyer e Pierre Hantaï
Recital de violino barroco e cravo
Programa:
A. Vivaldi (1678-1741) - Sonata para Violino em Ré M, RV 10
I Allegro
II Allegro
III Adagio
IV Allegro
A. Corelli (1653-1713) – Sonata para Violino nº11, Mi M, opus 5
I Adagio
II Allegro
III Adagio
IV Vivace
V Gavotta
J. S. Bach (1685-1750) - Sonata para Violino e Contínuo, mi m, BWV 1023
I [Prelude] - Adagio ma non troppo
II Allemanda
III Guige
A. Corelli (1653-1713) – "La Folia", Sonata para Violino nº12, Ré m , opus 5
I Allegro bem moderato
II Allegro
III Bem moderato
IV Allegretto poco mosso
Sinopse:
Neste recital, a violinista barroca Amandine Beyer e o cravista Pierre Hantaï apresentam um programa inteiramente dedicado ao esplendor do repertório barroco, explorando a diversidade de estilos e formas que marcaram este período.
Num diálogo entre o violino barroco e cravo, este recital destaca a riqueza e a expressividade da música barroca, de obras de grandes compositores como Antonio Vivaldi, cujas composições revelam vitalidade rítmica e brilho virtuosístico, Arcangelo Corelli, figura central no desenvolvimento da sonata e da escrita para violino e Johann Sebastian Bach, cuja música alia profundidade intelectual a uma intensa expressividade.
Amandine Beyer
A violinista Amandine Beyer (Aix-en-Provence, 1974) é uma das mais destacadas intérpretes do repertório barroco na atualidade. Iniciou os seus estudos musicais ainda em criança e formou-se no Conservatório de Paris, prosseguindo depois a especialização em violino barroco na Schola Cantorum Basiliensis, sob orientação de Chiara Banchini.
Desde o início da sua carreira, há mais de vinte e cinco anos, Amandine Beyer tem dado concertos por todo o mundo. Convidada pelos mais importantes ensembles barrocos como maestrina e solista (Freiburger Barock Orchester, Akademie für Alte Musik, European Union Baroque Orchestra, Tafelmusik Baroque Orchestra de Toronto…), fundou a sua própria orquestra, Gli Incogniti, em 2006, com a qual interpreta música instrumental de Bach, Vivaldi, Corelli, Pachelbel, Matteis, Couperin, C. P. E. Bach, Haydn, Mozart… Com este grupo, apresentou-se nos mais prestigiadoa festivais e salas de concerto, tanto em França (Philharmonie de Paris, Théâtre des Champs-Élysées, Opéra de Bordeaux, Opéra de Montpellier, Festival de Saintes, Auditório da Radio France…) como internacionalmente (Boston Festival, Wigmore Hall, Concertgebouw de Bruges, Flagey e Bozar em Bruxelas, Philharmonie de Liège, Philharmonie de Luxemburgo, Carnegie Hall em Nova Iorque, Philharmonie de Berlim, Tonhalle de Zurique…).
Apaixonada pela transmissão do conhecimento, fundou em 2017 a sua própria Academia com os Gli Incogniti. Paralelamente, é convidada a dar masterclasses em todo o mundo (Itália, Alemanha, Taiwan, EUA, Canadá…) e dirige regularmente a Jeune Orchestre de l’Abbaye, a EUBO, a orquestra da Academia de Ambronay e a Orquestra de Jovens de França.
Pierre Hantaï
Pierre Hantaï nasceu em 1964, numa família onde a arte ocupava um lugar central. Em criança, desenvolveu uma paixão pela pintura, mas foi o encontro com a música de Bach que definiu o seu caminho. As gravações para cravo de Gustav Leonhardt causaram-lhe uma impressão profunda. Deu os seus primeiros passos na música aos 10 anos: vivendo no campo, começou por estudar sozinho o repertório que o fascinava, e tocava música de câmara com os seus irmãos, Marc e Jérôme. Posteriormente, teve aulas com o cravista americano Arthur Haas e, depois, com Gustav Leonhardt, que o convidou a estudar sob a sua orientação em sua casa, em Amesterdão, durante dois anos.
Desde muito jovem, tocou ao lado de figuras de referência no pequeno mundo da música antiga, como os irmãos Kuijken, Gustav Leonhardt, Philippe Herreweghe e Jordi Savall. Paralelamente, com os seus irmãos e amigos próximos — Hugo Reyne, Sébastien Marq, Marc Minkowski, François Fernandez, Ageet Zweistra e Philippe Pierlot — fundou vários ensembles de música de câmara: o “Lous Landes Consort”, que viria a ganhar o primeiro prémio no Concurso de Música de Câmara de Bruges, e o “Le Concert Français”, primeiro passo para aquilo que se tornaria, alguns anos mais tarde, uma orquestra de câmara.
Tornou-se conhecido de um público mais vasto em 1993 com a sua gravação das Variações Goldberg de J. S. Bach, que recebeu numerosos prémios, incluindo um Gramophone Award, e que o levou a ser convidado a atuar por todo o mundo. Atuou e gravou extensivamente repertório elisabetano (Bull, Byrd, Farnaby…), Bach e Couperin, e desenvolveu um projeto de longa duração dedicado à obra de Domenico Scarlatti, de quem é hoje reconhecido como um dos principais intérpretes. Gosta de partilhar o palco com os seus amigos músicos, como Jordi Savall, o flautista Hugo Reyne, a violinista Amandine Beyer, os seus irmãos e outros cravistas com quem colabora frequentemente, como Skip Sempé, Olivier Fortin, Maude Gratton e Aapo Häkkinen.
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